Coala Festival 2026 reúne cerca de 30 mil pessoas no Memorial da América Latina
Em sua 12ª edição, festival consolida vocação como plataforma de encontro entre gerações e alcança recorde de marcas parceiras
O Coala Festival encerrou sua 12ª edição com um balanço que reforça seu papel como um dos principais encontros da música brasileira contemporânea. Nos dias 12 e 13 de setembro, o evento ocupou o Memorial da América Latina, em São Paulo, e reuniu cerca de 30 mil pessoas ao longo dos dois dias.
Mais do que um festival de música, o Coala se consolidou como uma plataforma de valorização da produção musical brasileira. Sua curadoria colocou lado a lado nomes fundamentais da história da música e artistas que representam o presente e o futuro da criação nacional, criando experiências que dificilmente se repetem em outros espaços.
Este ano, essa vocação apareceu em encontros como Marcos Valle e Ana Frango Elétrico, que uniram duas gerações da música brasileira em um mesmo espetáculo, e Cícero com participação de Duda Beat. O line-up também reuniu Maria Bethânia, Emicida, Rubel, Tom Zé, Buraka Som Sistema, Zeca Veloso, Seu Jorge, João Gomes, Criolo, Duquesa e Luedji Luna com Fat Family, entre outros artistas.
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A edição de 2026 também alcançou o recorde de marcas parceiras da história do festival, com 26 empresas envolvidas. O resultado reforçou a dimensão que o Coala alcançou dentro do calendário cultural paulistano e sua capacidade de conectar música, marcas, público e economia criativa.
“O Coala nasceu para criar encontros. Entre artistas, entre gerações, entre diferentes cenas e, principalmente, entre o público e a música brasileira. A cada edição, nosso desafio é preservar essa identidade e, ao mesmo tempo, abrir espaço para o que está surgindo agora. Temos muito orgulho de tudo que estamos construindo ao longo dos últimos 12 anos e animado para tudo que planejamos criar ainda”, afirma Gabriel Andrade, sócio-fundador do festival.
A escolha do Memorial da América Latina como território do Coala não é apenas uma questão de infraestrutura. O espaço, localizado na Barra Funda, tornou-se parte da identidade do festival e permite que a programação se conecte diretamente com a dinâmica cultural e urbana de São Paulo. O evento acontece em uma cidade que concentra uma das maiores economias criativas do país e que recebe, todos os anos, grandes fluxos de público atraídos por música, cultura, gastronomia, turismo e entretenimento.
Inclusão, segurança e sustentabilidade
O Coala Festival 2026 ampliou seus compromissos com sustentabilidade, inclusão, diversidade e segurança. Entre as iniciativas estiveram a acessibilidade integral das áreas do festival, Libras nas apresentações do palco principal, protocolos de acolhimento e combate ao assédio, racismo e LGBTfobia, gestão responsável de resíduos, compostagem, destinação de recicláveis para cooperativas de catadores, compensação das emissões de carbono e políticas voltadas ao bem-estar e à segurança dos trabalhadores.
O evento ofereceu acesso prioritário na entrada e atendimento prioritário em todas as áreas para pessoas com deficiência, 60 anos ou mais, gestantes e pessoas com crianças de colo. A estrutura contou com acessibilidade arquitetônica em todos os espaços, incluindo bares, praças de alimentação e ativações de marcas, além de tradução em Libras em todas as apresentações do palco principal. Também foram disponibilizadas áreas reservadas para pessoas com deficiência e atendimento prioritário no palco principal e na Vila Coala, que contou com banheiros acessíveis.
O festival ofereceu ainda tenda de acolhimento, atendimento psicológico e social, equipes capacitadas pelo protocolo Não Se Cale e canal sigiloso para denúncias de assédio, racismo e LGBTfobia. A estrutura incluiu postos médicos, ambulâncias, plano de contingência para emergências e eventos climáticos e posto de achados e perdidos. Também adotou medidas de proteção a crianças e adolescentes e, para as equipes, garantiu espaços de descanso e alimentação, controle das jornadas e políticas de prevenção a acidentes de trabalho.
A edição de 2026 contou com uma estrutura de governança voltada à sustentabilidade, à ética e à segurança. A Política de Sustentabilidade estabeleceu diretrizes e compromissos socioambientais para o evento, enquanto o Código de Ética orientou a atuação de equipes, fornecedores e parceiros. O festival também disponibilizou um canal de denúncias exclusivo e sigiloso para público e staff, fortalecendo os mecanismos de escuta, prevenção e responsabilização. A operação trabalhou com protocolos de prevenção e resposta a situações de risco, integrados ao plano de contingência e gestão de crises, além de políticas e procedimentos de saúde e segurança do trabalho voltados à proteção dos profissionais envolvidos.
Fonte: Redação The Music Mix com informações de Omim Comunicação – Foto: b+ca




