MUCHO! Ciudad Sonora espalha shows latino-americanos por São Paulo até novembro

MUCHO! Ciudad Sonora espalha shows latino-americanos por São Paulo até novembro

Redação The Music Mix ·

Projeto transforma o festival em circuito anual e ocupa casas como Cine Joia, Casa Natura Musical e Audio com artistas da Argentina, Peru, Colômbia e Espanha

O MUCHO! Ciudad Sonora amplia em 2026 a atuação do festival e transforma a experiência em uma plataforma contínua de shows e encontros dedicados à produção musical da América Latina, da Península Ibérica e de suas diásporas culturais. A programação ocupa diferentes casas de São Paulo ao longo do ano, criando um circuito que conecta regiões e públicos da cidade.

Entre os nomes confirmados no line up estão Milo J, da Argentina, que se apresenta nos dias 13 e 15 de setembro na Audio; Iseo & Dodosound, da Espanha, em 9 de outubro no Cine Joia; Los Mirlos, do Peru, em 30 de outubro também no Cine Joia; La Bomba de Tiempo, da Argentina, em 24 de novembro na Casa Natura Musical; e Aterciopelados, da Colômbia, em 29 de novembro no Cine Joia.

A escolha dos nomes parte de uma combinação entre trajetória, conexão com a cena brasileira e potencial de cada artista para criar novas relações com o público local. O projeto também assume o papel de apresentar artistas que, embora tenham reconhecimento em seus países e no circuito latino-americano, ainda não construíram uma trajetória consolidada no Brasil.

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“É uma mistura muito fina, porque tem artistas com uma trajetória enorme no continente todo que ainda não se apresentaram no Brasil e ainda não têm público formado. Mas sempre, o que mais prevalece é a qualidade artística no palco e qual mensagem deixam na cidade. A ideia é mostrar um leque amplo de artistas do nosso continente, artistas que atravessaram gerações e a nova geração que está chegando com toda a força”, explica Hernan Halak, co-diretor e curador do projeto, também diretor da produtora Mundo Giras.

O projeto parte da ideia de que São Paulo é uma cidade construída por deslocamentos. “Em São Paulo, convivem sotaques, idiomas, migrações e referências culturais completamente diferentes, muitas vezes na mesma rua. Não estamos falando apenas de um lugar que recebe shows, é uma cidade que escuta outras cidades e que também muda a partir desses encontros. Quando as músicas de outros locais da América Latina chegam aqui, passam a dialogar com a cidade”, explica Felipe Gonzalez, comunicador, produtor e curador cultural, diretor da Difusa Fronteira e um dos criadores do MUCHO!.

O Ciudad Sonora dá continuidade a uma trajetória iniciada pelo MUCHO! em 2017, quando o festival surgiu com a proposta de ampliar a circulação da música latino-americana no Brasil. Em oito edições, o festival recebeu mais de 40 mil pessoas e se consolidou como uma plataforma de integração entre artistas, produtores, públicos e mercados do continente. A partir de 2026, o projeto amplia essa atuação para o calendário anual da cidade. “Por que a música latino-americana precisa caber em um único fim de semana?”, questiona Felipe.

A iniciativa também busca contribuir para a construção de público e para a circulação de artistas entre os países. Para os realizadores, a continuidade é fundamental para que a programação não seja apenas uma sucessão de shows, mas ajude a estabelecer relações entre cenas, imprensa, mercado, produtores e espectadores. A proposta é criar pontes nos dois sentidos: trazer artistas latino-americanos para o Brasil e ampliar as possibilidades de circulação da música brasileira pela América Latina.

Segundo o Global Music Report 2026 da IFPI, a América Latina vive um dos momentos mais relevantes de sua história na música. Em 2025, a música gravada na região cresceu 17,1%, marcando o 16º ano consecutivo de crescimento. O streaming, responsável por 88,1% das receitas do setor, reforça a força e a dimensão de um mercado cada vez mais conectado globalmente. No mesmo período, o Brasil cresceu 14,1% e avançou uma posição no ranking mundial, alcançando o 8º maior mercado de música gravada do mundo.

“O mundo está olhando para a América Latina. As grandes tendências musicais que surgem hoje no continente ultrapassam fronteiras e colocam a região no centro do ecossistema global da música. O Brasil tem um papel fundamental nesse movimento, não apenas pelo tamanho de seu mercado, mas pela sua capacidade de conectar diferentes culturas, públicos e linguagens. Para as marcas, este é um momento estratégico para fazer parte dessa transformação. Apoiar a cultura latina é estar próximo de uma audiência diversa, conectada e em constante crescimento, ao mesmo tempo em que se associa a um movimento cultural que ganha cada vez mais relevância internacional. É justamente nesse encontro entre música, diversidade, público e marcas que o festival se posiciona, criando oportunidades reais de conexão e experiências que podem ir muito além do palco”, explica Hernan Halak.

A programação incorpora ainda práticas de produção voltadas à redução e separação de resíduos, diminuição do uso de plástico e criação de ambientes seguros e acolhedores. O projeto também desenvolve parcerias sociais relacionadas à arrecadação e distribuição de alimentos e itens essenciais. Atualmente, o Ciudad Sonora conta com apoio contínuo da Sympla e está em busca de novos parceiros e patrocinadores.

“Nos últimos anos, a música produzida na América Latina deixou de ocupar um espaço de nicho para se consolidar como uma das forças principais do circuito global de festivais, turnês e plataformas digitais. Ser latino também é entender o processo histórico de outra cultura, de abraçá-la e acolhê-la, senti-la própria”, afirma Hernan sobre a curadoria do evento.

SERVIÇO

MUCHO! Ciudad Sonora

Milo J (Argentina) — 13 e 15 de setembro — Audio
Iseo & Dodosound (Espanha) — 9 de outubro — Cine Joia
Los Mirlos (Peru) — 30 de outubro — Cine Joia
La Bomba de Tiempo (Argentina) — 24 de novembro — Casa Natura Musical
Aterciopelados (Colômbia) — 29 de novembro — Cine Joia

Ingressos em: Sympla

Fonte: Redação The Music Mix com informações de Omim Comunicação